
Não foi de ontem, não foi de hoje, não foi de agora, foi antes de tudo acabar. Não te culpo, tal como não me culpo, mas sim culpo-te a ti e mim, mas no plural (a nós). Se eu falhei, tu também falhas-te logo falhamo-nos. Sonhar era fácil, mesmo sem asas conseguia faze-lo na perfeição, era uma tremenda levitação, pois o amor tem destas coisas, mas onde estás tu? Agora sinto que podia ter sido tudo diferente, punha de parte todas as zangas sem nexo que só nos fez perder tempo, e lutava por ti a cada segundo que passasse para que nada te faltasse, mas eu não fui mulher capaz de te dar aquilo que tu precisavas... não me arrependo de nada! Esta sim é a verdade, voltava a fazer tudo de novo mesmo sabendo que isto iria ter o mesmo fim... e sabes porque? Porque te amo.
Quando me dizias que não me amavas como a amas-te a ela, eu dizia sempre que também não te amava como o amei a ele, mas ai mentia com todos os dentes que tinha na boca. Era por medo, era por saber que não me amavas tanto como eu a ti, era por tudo. Há coisa que nos marcam para o resto da vida e nós nem damos conta de tal coisa, mas sempre quis acreditar que isto iria dar certo, mesmo que não fossemos mais do que amigos pensei que sim, que íamos ser apenas uns bons amigos depois de tudo, mas nem isso ficou, nem isso resistiu. Não te quero preso a mim, não te quero só para mim, só preciso de ti de vez enquanto, porque eu também sou humana, pois como tal, também sofro e precisar de ti hoje tornou-se uma necessidade sem tempo definido. Não nego o amor que sinto, como também não nego como ele esta diferente, não é o mesmo, é um amor com novas feridas e uma vez que me roubas-te o coração, e logo tempo depois voltas a devolve-lo esse, também não vem igual, pois há feridas nele, das quais nunca mais me vou ver livre , ficaram sempre em aberto tal com o nosso capitulo ficará... sim eu ainda acredito, não agora, não amanhã, mas talvez um dia.
Sem comentários:
Enviar um comentário